A Câmara dos Deputados definiu o deputado Odair Cunha (PT-MG) como o novo indicado da Casa para o Tribunal de Contas da União (TCU). Com um total de 303 votos favoráveis, ele assumirá o posto deixado por Aroldo Cedraz, que se aposentou.

O processo de escolha ocorreu por meio de votação nominal e secreta, contando com a participação de 456 parlamentares e o registro de quatro votos em branco.

A decisão foi oficializada no projeto de decreto legislativo (PDL 249/26), que será encaminhado ao Senado Federal para nova etapa de votação sigilosa.

Leia Também:

A candidatura de Cunha contou com o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), além do suporte de um bloco partidário composto por MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos.

Desempenho dos demais concorrentes

O deputado Elmar Nascimento (União-BA) ficou em segundo lugar na disputa, obtendo 96 votos.

Confira a votação dos outros parlamentares: Danilo Forte (PP-CE) recebeu 27 votos; Hugo Leal (PSD-RJ) somou 20; e Gilson Daniel (Pode-ES) teve 6.

Pouco antes do início do pleito, as deputadas Adriana Ventura (Novo-SP) e Soraya Santos (PL-RJ) retiraram seus nomes da corrida.

Foco na eficiência administrativa

O TCU tem a responsabilidade de auditar as contas anuais da Presidência da República e monitorar o uso de verbas federais.

Durante seu pronunciamento prévio, Odair Cunha enfatizou que o órgão deve atuar em parceria com o Legislativo. Segundo ele, o tribunal precisa atuar como um guia para a gestão pública, evitando desperdícios e corrigindo falhas preventivamente, em vez de apenas travar políticas governamentais.

O parlamentar reiterou que sua indicação representa o conjunto da Câmara e não apenas interesses partidários ou do governo, prometendo manter a integridade e a palavra empenhada em sua nova função.

Trajetória profissional

Advogado de formação, Odair Cunha exerce atualmente seu sexto mandato na Câmara e liderou a federação PT-PV-PCdoB em 2024.

Em sua carreira legislativa, foi autor de 18 normas vigentes, incluindo a Lei 14.148/21, que estabeleceu incentivos para o setor de eventos por meio do programa Perse.

Atuou como relator em centenas de propostas que se tornaram leis, com destaque para a criação do Bolsa Família (Lei 10.836/04) e a regulamentação da Eireli (Lei 12.441/11). Além disso, relatou a CPMI do Cachoeira em 2012.

Critérios de seleção

O relator da análise técnica, Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT), confirmou que todos os postulantes atendiam aos pré-requisitos de conduta ilibada e competência técnica.

Para integrar o tribunal, o candidato deve possuir entre 35 e 65 anos, idoneidade moral e sólidos conhecimentos em áreas como direito, economia ou administração pública, além de dez anos de experiência profissional correlata.

A composição do TCU é regida pelo Decreto Legislativo 6/93, sendo formada por nove ministros: seis escolhidos pelo Congresso e três pelo Executivo. Todas as indicações dependem do aval final do Senado.

FONTE/CRÉDITOS: Equipe Vales de Minas