A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp MG) endureceu, em 6 de abril, as regras em presídios de segurança máxima e de alta complexidade em Minas Gerais. As principais mudanças incluem visitas sem contato físico — apenas por parlatório ou virtuais —, fim da entrada de produtos externos, mudanças no atendimento de advogados e monitoramento por vídeo e áudio dentro das unidades.

O governo justificou a medida como necessária para aumentar o isolamento de presos considerados de "altíssima periculosidade" ou que integram organizações criminosas.

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Familiares de detentos da Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas, manifestaram indignação. Uma mulher disse que a resolução "caiu como uma bomba" e que a visita é "um direito, não privilégio", sendo o vínculo que mantém as famílias vivas. Caroline, mãe de criança com necessidades especiais, questionou como explicar aos filhos que não poderão abraçar o pai. Larissa pediu intervenção dos direitos humanos, afirmando que a medida "não é humana" nem digna.

Outra mulher, que viaja 11 horas para visitar o marido, acusou o governo de querer "arrancar o pouco de dignidade" de quem está preso e de quem ficou fora. Paloma disse que a resolução demonstra "falta de sensibilidade" e gera "transtorno, constrangimento e insegurança".


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